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Advogado diz que tiro que matou médico foi acidental e nega premeditação do crime

Médico Geraldo Júnior (esq.) está preso temporariamente; polícia não tem dúvidas de que o crime foi premeditado

10/06/2021 02h44
Por: Redação Fonte: Metro1
Foto: Reprodução Redes Sociais
Foto: Reprodução Redes Sociais

O advogado Guga Leal, responsável pela defesa do médico Geraldo Freitas de Carvalho Júnior, 32 anos, disse ao Metro1 que o tiro que matou o também médico Andrade Lopes Santana, 32, foi acidental. 

Segundo o advogado, os dois foram passear de moto aquática no Rio Jacuípe. Geraldo, conhecido como doutor Júnior, teria alertado Andrade para guardar a carteira e o celular para não molhar. Na hora que a vítima deu a carteira e o celular para Júnior, este último viu uma conversa de Andrade com outro  médico que é desafeto do assassino confesso.

Essa situação gerou um desentendimento entre eles. Conforme Guga Leal, na conversa, havia perguntas do desafeto de Geraldo sobre onde ele andava, sobre os momentos que ficava desarmado. 

“Eles foram andar de Jet Ski e Geraldo ameaçou a vítima com a arma em punho para entregar o celular. Quando Andrade tirou a mão do acelerador, o Jet Ski deu uma espécie de tombo e a arma disparou acidentalmente”, declara o advogado.

A vítima foi encontrada morta no Rio Jacuípe, em São Gonçalo dos Campos, no último dia 28 de maio, depois de estar desaparecida desde o dia 24 do mesmo mês. O próprio doutor Júnior  registrou boletim de ocorrência do desaparecimento. Ele foi preso em cumprimento a um mandado de prisão solicitado pelo delegado Roberto Leal, responsável pelas investigações, no mesmo dia que o corpo de Andrade foi encontrado.

Guga Leal disse que foi contratado para assumir a defesa de Júnior no último dia 31 de maio. Dois dias depois, o médico prestou um novo depoimento de cerca de sete horas e confessou o crime. Neste depoimento, ele falou de um sonho profético, que um parente dele teve, alertando sobre uma emboscada que ele sofreria no dia do passeio de moto aquática. 

O delegado Roberto Leal disse que doutor Júnior relatou em depoimento que o ‘sonho profético' fez com que ele desconfiasse de Andrade, no momento que viu as mensagens no celular da vítima.  

Guga Leal disse que a pessoa que teve o sonho foi a mãe de doutor Júnior, mas que 'a premonição' não inspirou o assassinato. O desentendimento por causa das mensagens no celular teria provocado o tiro acidental. “Foi um sonho antigo que a mãe dele teve, revelando que duas pessoas brancas queriam matar ele, mas a situação ocorreu devido as mensagens encontradas no celular”, afirma.

Premeditação - O advogado disse que vai aguardar a conclusão do inquérito para fazer o pedido de revogação da prisão temporária, que vence no próximo dia 28. O delegado Roberto Leal afirmou que o crime foi premeditado e as provas colhidas até então comprovam isso. “A gente trabalha para descobrir a motivação agora. Outras pessoas serão ouvidas antes da conclusão do inquérito”, informou o delegado. 

O delegado cita como provas de premeditação para o crime a compra da âncora de um peso superior das que são usadas em motos aquáticas, o fato de Geraldo Júnior ter ido passear de moto aquática armado e ter pedido para Andrade desmarcar um almoço que havia marcado com uma mulher, com quem já teve um relacionamento amoroso, para fazer o passeio no rio. 

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