Quarta, 26 de Janeiro de 2022
Saúde Saúde

Idoso pode escolher vacina da terceira dose? Veja mais dúvidas

Infectologista explica que aplicação de imunizantes diferentes na dose de reforço pode trazer resposta imune positiva

29/09/2021 às 02h05
Por: Redação Fonte: R7 - Lucas Pimentel*, do R7
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A evolução da aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19 nos idosos faz surgir muitas dúvidas sobre o tem. A infectologista Andyane Tetila, presidente da SIMS (Sociedade de Infectologia de Mato Grosso do Sul), ajuda a esclarecer como funciona a imunização extra nas pessoas acima dos 60 anos

Os idosos podem escolher qual vacina tomar?
Segundo Tetila, as vacinas aplicadas como reforço são definidas pelo Ministério da Saúde, e não é possível escolher o imunizante que será aplicado. “Por meio de Notas Técnicas específicas, o Ministério da Saúde define as diretrizes a serem seguidas pelos municípios, e não há como realizar escolha sobre qual vacina tomar”, explica

Atualmente, o PNI (Plano Nacional de Imunizações) prevê a terceira dose para profissionais da saúde, idosos acima de 60 anos e pessoas imunossuprimidas, aquelas que apresentam alguma deficiência no sistema imunológico. O Ministério da Saúde indica que o reforço deve ser da Pfizer

Caso esteja no grupo que pode tomar a terceira dose, mas ainda não completou 6 meses desde a imunização, é possível tomar a vacina? 
A aplicação do reforço só pode ser feita após seis meses da imunização completa. O PNI indica esperar o período determinado e, a partir daí, ir a um posto de saúde para aplicar mais uma dose da vacina contra a Covid

Por que o Ministério da Saúde priorizou a Pfizer para a terceira dose? 
Por conta de grande parte dos idosos ter recebido a CoronaVac, Tetila explica que a variação das vacinas aplicadas pode trazer boa resposta imune. 
“Um estudo avaliou o emprego da terceira dose com imunização heteróloga, com vacinas diferentes, e homóloga, com a mesma vacina, e  recebeu boa resposta imune do reforço com a aplicação de vacinas distintas. Como a CoronaVac, aplicada em boa parte dos idosos, é de vírus inativado, a imunização de vetor viral (Astrazeneca e Janssen) ou RNA mensageiro (Pfizer), tem-se como recomendação técnica a preferência da dose de reforço ser esta”, pontua

Se o posto estiver aplicando outra vacina de reforço, como em São Paulo onde estão aplicando CoronaVac, a pessoa deve aceitar? 
Tetila diz que, apesar de a imunização com três doses da mesma vacina não ser ideal, pode sim trazer proteção a quem a recebe. 
“Caso o imunizante recomendado não esteja disponível no momento, em decorrência dos riscos das novas variantes, e, somando-se às chances maiores dos idosos adoecerem e evoluírem para doença grave, há sim benefício em realizar reforço de forma homóloga, com três doses do mesmo imunizante”, esclarece


*Estagiário do R7 sob supervisão de Carla Canteras


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