Quinta, 09 de Dezembro de 2021
Entretenimento Deu Match?

Existe amor no Tinder? Baianos relatam as dificuldades na busca pela cara metade

Bahia tem mais da metade do estado repleto de solteiros

16/11/2021 às 19h24
Por: Redação Fonte: VNotícias
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Foto: Montagem Vnotícias
Foto: Montagem Vnotícias

O estudo britânico “Projeto Rosie” apontou que as pessoas precisam de pelo menos duas decepções amorosas para encontrar o amor de sua vida na terra da rainha. Já na terra do dendê, conhecida como Bahia, o buraco é mais embaixo.

Nem o sol quente, a brisa do mar e os aplicativos de relacionamentos foram capazes de unir os 8 milhões solteiros, mais da metade da população do estado. Ao contrário, os matchs acabam rendendo mais histórias tristes que felizes para contar.

“Era de se esperar que fosse um sucesso, já que você consegue aplicar filtros com seus principais gostos e procurar alguém que tenha afinidades, mas a realidade é bem diferente. Em Salvador, especialmente, os homens ainda são muito infantis e dividem o ano em: esperar pelo São João e esperar pelo Carnaval, então, basicamente, eles nunca têm interesse em um relacionamento sério”, pontua a estudante de gastronomia, Maria Luisa Gonçalves, que faz uso dos aplicativos desde que terminou seu último relacionamento, há quatro anos.

“As mulheres ainda procuram parceiros que consigam apoiá-las profissionalmente, companheiros nos momentos difíceis e que não se sintam ofendidos porque elas ganham mais do que eles ou porque já não toleram atitudes machistas. Na teoria, a maior parte dos homens é muito bom de discurso, mas a realidade é diferente”, completa.

Mas o desencanto é grande pro lado dos homens também. O publicitário I.S relatou em conversa com o Vnoticias, que nunca se deu bem com os apps de paquera. “Já fui a um encontro que cheguei na casa dela, descobri que Fernanda na verdade era Cláudio. Ele colocou a cabeça na janela do carro, me contou que era fake e perguntou se eu topava. Com outra pessoa, ficamos duas semanas conversando, troca de rede social, marcamos de sair, saímos, dormindo juntos, no outro dia ela contou que era casada e que o marido queria um áudio para eu dizer se tinha sido bom. Eu ri, ela riu, o marido riu no áudio. Dei block até a quinta geração dela”.

Em agosto de 2020 uma pesquisa com solteiros do Brasil inteiro realizada pelo UOL revelou que 47% dos entrevistados assumiram que nem tiveram saco para a paquera online e 24% tentaram mas não curtiram.

O Vnoticias quis testar se realmente o mar não tá pra peixe e foi a luta. Aplicativo baixado, localização ativada, selfie caprichada, depois foi só esperar pelos matchs.

Entre os contadores de pontos – 10 pontos se você falar primeiro, 15 se não tiver opinião política, menos 5 se tiver filhos ou fumar -, os que acham que estão no linkedin – advogado, CEO do escritório X, pós-graduado em chatice quântica -, e os com fetiches um tanto quanto peculiares que vão desde o já conhecido pack do pézinho, até os adoradores de pum -, sim leitor, isso mesmo que você leu – e um papo com um cara que na primeira conversa se declarou completamente apaixonado – e foi logo descartado, tamanha emoção – finalmente nossa reportagem parecia ter encontrado o tal príncipe encantado: moreno, barbudo, engajado politicamente, engraçado, não gostava de futebol e tocava violão.

A conversa do aplicativo passou para o Instagram, WhatsApp, até finalmente ambos combinarem o primeiro encontro. O date, no entanto, não saiu do papel, quando o mocinho revelou que era casado e que sua esposa gostaria de participar do jantar. Nossa reportagem decretou oficialmente o fim dos matchs.

É quase impossível falar dos relacionamentos na pós-modernidade sem citar o sociólogo e filósofo polonês Zigmunt Bauman. Para ele, as relações humanas estão passando por um ponto de decadência, como se a tecnologia estivesse mudando a forma como nos relacionamos.

Assim, da mesma forma que aplicativos de relacionamento, facilitam o contato e a comunicação humana eliminando a sensação de insegurança e o medo da rejeição, eles também exterminam o que há de “sólido” nas interações humanas.

Para o sociólogo, o termo “amor líquido” significa que, na chamada “modernidade líquida”, as relações humanas estão marcadas pela efemeridade.

Mas para trazer uma pitada de otimismo nessa matéria, a gente finaliza citando o grande Vinícius de Moraes, que nunca conheceu o Badoo, mas já dizia: “Quem de dentro de si não sai, vai morrer sem amar ninguém.” E se ainda assim, você chegou até aqui e não acredita que pode se apaixonar em um site de relacionamentos, talvez agora você mude de ideia – ou, pelo menos, reconsidere: nesse sábado nossa reportagem presenciou o casamento de um casal que se apaixonou no…Tinder.

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